Quando o TCC dá errado…
Os problemas ao longo do desenvolvimento do TCC são vários e, as vezes, faltando poucos dias para a entrega do trabalho, surge algo que impede a apresentação para a banca: computador que queima com todo o trabalho salvo, brigas entre os integrantes do grupo, empresas que decidem vetar a produção do material com a sua marca, ou o cachorro come pen-drive com a apresentação para a banca. Parece exagero, mas acreditem, tudo pode acontecer…
Enquanto terminava de escrever esse post, uma amiga me disse que uma semana antes de apresentar o seu trabalho, a mãe dela pegou o pen-drive emprestado e deixou cair na água, em um dia de chuva: ela não tinha uma cópia do projeto e perdeu tudo. O que fazer?
Muitos diriam que a resposta é fugir, correr, chorar, gritar, quebrar o computador, matar o cachorro, enfim, inúmeras atitudes que, apesar de aliviar o estresse, não ajudarão em nada a solucionar o problema. Por isso, pesquisei na internet e, mais uma vez o portal Universia dá dicas excelentes do que fazer quando o TCC dá errado. Vale a pena conferir.
Texto de: http://www.universia.com.br/universitario/materia.jsp?materia=16227
MEU TCC DEU ERRADO
Quando faltava apenas uma semana para o grupo do estudante Gustavo Ellero Fernandes apresentar o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) em uma pré-banca, tudo se desmanchou. De uma hora para outra, os oito meses de trabalho do grupo viraram pó. Tudo por causa de uma deliberação que estava absolutamente fora do poder decisório do grupo. O último ano da graduação engana. Embora haja menos matérias para estudar, o TCC exige muito tempo e dedicação e gera conflitos que podem acabar não só com o trabalho em si, mas com amizades e relacionamentos cordiais.
Enfrentar problemas no TCC é mais comum do que se imagina. No meio do caminho é preciso estar preparado para tudo. Desde brigas entre integrantes do grupo até o fiasco de um projeto em função do fim da parceria entre os estudantes e empresas. Diante de um cenário como esse, porém, não adianta se desesperar. A ordem é manter a calma e pensar com frieza no que fazer para contornar o problema.
“Tínhamos um acordo com a empresa e desenvolveríamos uma revista cooperativa para fazer a comunicação interna dela. Iniciamos o trabalho em setembro de 2007, e em maio de 2008, com boa parte do material pronto, a empresa cancelou o trabalho, quando faltava uma semana para apresentarmos o projeto para a pré-banca. Eles alegaram uma crise interna devido à troca da presidência”, explica Fernandes, estudante do 4º ano de jornalismo da USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul).
A orientadora do TCC do Mackenzie (Universidade Presbiteriana Mackenzie), Cicélia Pincer Batista, afirma que ao acontecer qualquer problema com o projeto, o primeiro passo é conversar com o professor orientador. “O aluno ou grupo deve procurar seu professor orientador e avaliar quais serão os próximos passos a serem tomados”, diz. Foi o que o grupo de Fernandes fez.
“No mesmo dia em que a empresa cancelou o trabalho, conversamos com a professora orientadora para discutirmos quais seriam as providências tomadas. Entretanto, já tínhamos feito um levantamento de outras empresas no mesmo segmento para as quais poderíamos oferecer nosso trabalho antes mesmo de chegarmos à universidade para o encontro com a orientadora”, afirma ele.
Mesmo com problemas, o aluno não perde todo o trabalho já realizado. “No caso de grupos que trabalham com empresas, por exemplo, e que a empresa desiste do projeto no decorrer do TCC, há possibilidade de redirecionamento do trabalho. Dessa forma, os alunos podem usar o que já haviam desenvolvido”, explica Cicélia.
A coordenadora do TCC de Direito da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), Lívia Haygert Pithan, concorda com a opinião de Cicélia e diz que essa é a orientação dada a alunos com esse tipo de problema pelos professores. “O aluno deve sentar com seu professor orientador e pensar em um novo enfoque dentro do material pronto. Aconselhamos os alunos a nunca descartarem as informações concretas que possuem”, diz Lívia.
Fernandes conta que no caso de seu grupo, aconteceu o que Cicélia exemplificou. O grupo, com o projeto gráfico da empresa antiga em mãos, usou a mesma base para construir o design do novo projeto. “Substituímos cores, formas, a missão e os valores de acordo com a nova empresa”, diz. O estudante de jornalismo afirma que na pré-banca de avaliação do TCC entregaram dois relatórios: um desenvolvido com a empresa anterior e outro, realizado em três dias, com dados da empresa substituta.
“Fomos bem avaliados porque soubemos resolver o problema pelo qual passamos. E hoje temos uma relação melhor com a nova empresa. Eles são mais participativos do que a empresa antiga, nos dão boas idéias para pautas. O trabalho está perto de ser concluído”, explica o estudante.
Entretanto, Lívia alerta que o risco de reprovação é grande caso ocorra algum imprevisto às vésperas da apresentação final para a banca examinadora. “Se o problema tem uma duração longa ou se acontece muito próximo à data da apresentação final do projeto o aluno pode até ser reprovado se não houver uma agilidade da parte dele para a resolução da dificuldade”, dispara ela.
Problemas com plágio
Alguns alunos, seja pelo curto tempo dado para o desenvolvimento do trabalho, ou por acreditarem que ninguém perceba, retiram trechos – curtos ou longos – de outros autores da Internet. “Em muitos casos, é a própria banca examinadora quem detecta o plágio. Em grande parte das vezes, esses alunos são reprovados”, declara Lívia. De acordo com ela, em outros casos, dá-se a oportunidade do candidato reformular seu trabalho. “Fica a critério da banca examinadora conceder ou não esse tempo extra – em geral, uma semana – ao aluno. Eles decidem isso em conjunto com o professor orientador”, aponta Lívia.
O caso do radialista, Thiago Barbosa Ilek, foi parecido. Ele, porém, não refez seu trabalho. “Meu professor orientador me avisou que não poderia apresentar meu TCC no dia marcado. Ele disse ter detectado um trecho com plágio em meu projeto e se eu o apresentasse, corria o risco de ser reprovado”, afirma Ilek, que teve problemas também na pré-banca. “Quando apresentei meu trabalho para a pré-banca, pretendia fazê-lo sobre videoclipes em geral. Mas os avaliadores disseram que além do meu trabalho ter problemas a serem corrigidos, o assunto estava muito abrangente. Por isso, me pediram para focar mais em somente um assunto”, conta Ilek.
Para resolver os problemas indicados pela pré-banca, o radialista afirma ter procurado outros professores de seu curso. “Meu professor orientador não prestava grande auxílio ao meu TCC. Quando a pré-banca me passou com a nota mínima e recomendou que fizesse alterações, pedi ajuda a outros professores, tanto na definição de um tema mais centrado, como na correção da parte pronta”, diz o estudante.
No final, o TCC de Ilek, mesmo ao passar pelos problemas no dia da apresentação, teve uma avaliação satisfatória. “Alguns professores acharam que foi exagero não me deixarem apresentar por haver um trecho de plágio. Pretendia apresentá-lo e explicar o trecho, mas mesmo sem a apresentação o TCC foi bem avaliado, minha nota final foi 8,5″, lembra.
Deixar para depois
Há quem acredite que fazer o TCC sem ter a preocupação com as outras matérias possa ser uma opção mais viável. Há também quem aposte numa idéia de forma tão comprometida que esteja disposto a adiar a realização para viabilizar o projeto da forma como o esquematizou. De um jeito ou de outro, protelar a apresentação do projeto é um caminho tortuoso.
Foi o caso de Osmar Campos Filho, que cursou o último ano da faculdade em 2003, mas não entregou o TCC. “Tinha combinado com um professor orientador que faria o trabalho no ano seguinte. Mas com a falta de tempo por já trabalhar, não pude fazer o TCC. Adiei o projeto e consegui fazer apenas em 2007, quando encontrei outros três alunos na mesma situação que eu”, conta.
Campos Filho enfrentou problemas também durante a realização do trabalho. “Tivemos um integrante do grupo que sumiu por cerca de dois meses e quando voltou queria ter o controle do TCC. Após conversarmos, o grupo se entendeu novamente. Depois disso, o projeto teve bom desenvolvimento e tivemos uma boa nota “, conta ele.
Uma má relação entre o aluno e o professor orientador é um ponto que pode afetar no desenvolvimento do trabalho. A orientadora de TCC do Mackenzie, Cicélia Pincer Batista, aconselha o aluno a conversar com o professor a fim de resolver o impasse. “Se isso não adiantar, o aluno tem a possibilidade de comunicar a coordenação do curso e do TCC e pedir a troca de orientador sob critérios especificados. Não é possível pedir a troca de orientador por qualquer motivo, pois isso atrapalha o desenvolvimento do trabalho”, explica ela.
Outro ponto que a coordenadora do TCC de Direito aponta como fator de problemas é quando os alunos não comparecem aos encontros marcados pelo professor orientador. “Como os encontros são realizados fora de período de aulas, os alunos faltam neles e isso prejudica o trabalho. Se faltam informações importantes no projeto, o professor pode não encaminhá-lo à banca”, afirma Lívia.
Quando esse é o caso do aluno, ele fica dependente do professor. “O aluno pode negociar com o professor. Se lhe é concedido um tempo adicional para finalizar ou acrescentar informações, geralmente é dada apenas uma semana para conclui-lo. Mas o estudante corre o risco do professor não aceitar seu pedido”, alerta Lívia.
Bolsas de pós-graduação: como conseguir
Além das preocupações do TCC e do desenvolvimento do projeto, uma questão bastante abordada em minhas conversas com colegas de classe e demais alunos que têm me procurado em função deste blog, refere-se às oportunidades de pós-graduação, seja uma especialização, mestrado e, posteriormente, um doutorado.
E como essa é também, uma das minhas maiores preocupações para o ano que vem, resolvi responder a uma dúvida frequente: “Como posso conseguir uma bolsa de pós-graduação, o que devo fazer?”.
Seguem as informações que encontrei no portal Universia: http://universia.com.br/materia/materia.jsp?id=6197
Bolsas de Pós-graduação
No Brasil, os candidatos que concorrem a bolsas de pós-graduação do CNPq e da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) passam por um processo de seleção dentro das universidades. Estas recebem cotas de ambas as instituições para oferecem os auxílios. Neste caso, os critérios de seleção são definidos pelos próprios institutos e departamentos das universidades.
O pró-reitor de pós-graduação da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Daniel Joseph Hogar, explica que os candidatos passam por uma espécie de “peneira”, realizada por meio de uma prova específica aplicada em cada departamento. “Cada instituto e departamento da Unicamp tem um critério. Porém, boa parte aplica uma prova específica com objetivo de avaliar os candidatos, além de optar pelos projetos com base em seu mérito.”
Hogar, que atua na área de Humanas, considera que entre os critérios de seleção deve-se priorizar o desempenho do aluno analisando seu histórico escolar. “Assim é possível, `hierarquizar os alunos´, concedendo as oportunidades aos melhores”, diz. Segundo o professor, todos os anos as cotas de bolsas não chegam a atender a demanda de candidatos. “A maioria dos projetos apresentados são bons, porém, não há vagas para todos”, lamenta.
É importante destacar que, de acordo com avaliações da Capes, a pós-graduação da Unicamp é considerada a melhor do país. O relatório da última avaliação da Capes dos cursos de pós-graduação, na média brasileira, mostrou que a universidade obteve a melhor performance, com 17 deles, entre mestrado e doutorado, elevando-se a níveis de excelência. Além disso, nenhum de seus 62 programas foi reprovado.
Mérito de projetos
Além de opções de bolsa de estudo, muitas instituições oferecem financiamento a projetos, sendo este o grande alvo da avaliação. Na Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), por exemplo, as análises são divididas em três grupos: Linha Regular, que compreende as demandas feitas espontaneamente por pesquisadores e bolsistas; Programas especiais, que priorizam projetos que atendam as demandas dirigidas para programas específicos criados pela Fapesp; e, também, Inovação Tecnológica, que atende a demanda de projetos cujos resultados desenvolvem nova tecnologia e aplicação prática.
No grupo de Programas Especiais, têm mais chances os projetos que tenham por objetivo a capacitação de recursos humanos, modernização de laboratórios ou estímulo à pesquisa em novas áreas do conhecimento. Na área de inovação, como o próprio nome já diz, pesquisas que têm claro potencial de inovação tecnológica ou de aplicação na formulação de políticas públicas merecem destaque. Na Fapesp, são convocados cerca de 6.000 assessores voluntários, a maioria pesquisadores em atividade no Estado de São Paulo, e centenas de pesquisadores espalhados pelo Brasil para avaliar os projetos e selecionar as melhores propostas, sempre de acordo com a natureza e a área disciplinar de cada um.
A Capes, responsável pelos processos de seleção de bolsistas de Doutorado e Pós no Brasil e exterior, também é uma das instituições que prioriza o mérito dos projetos no momento de conceder o auxílio. Avaliando ainda, a importância que este poderá desempenhar no país em que está sendo proposto, tanto no Brasil como exterior. O CNPq é outro órgão que mantém importantes parcerias fora do país.
Bolsas no exterior
Especialistas destacam que para processos de bolsas de estudo fora do país, os requisitos básicos vão muito além de bons conhecimentos no idioma. “É necessário, sobretudo, flexibilidade e capacidade de adaptação a novas culturas para disputar uma vaga de bolsas fora do país”, explica Elatia Abate.
Pedidos de bolsas em instituições de alta qualidade também contam à favor dos candidatos. A Capes, por exemplo, é uma das financiadoras que valoriza isso. Neste caso, Elatia dá a dica: “Estados Unidos e Europa são destinos muito procurados por possuírem faculdades de altíssima qualidade”.
Outro ponto levado em consideração é a relevância do projeto para o país que servirá de base para seu estudo. Em propostas no exterior, por exemplo, deve-se questionar o propósito do projeto e de que maneira este poderá contribuir para o avanço da região. É importante que o candidato tenha um projeto adequado ao programa oferecido pela universidade ao qual está se candidatando, já que algumas exigências são feitas pela própria universidade e não pelas financiadoras em questão.
“Avaliamos principalmente critérios técnicos e a importância da pesquisa para o país. Dependendo da instituição estrangeira, são exigidos conhecimentos específicos e, claro, conhecimento da língua. Mas estas são exigências avaliadas pela instituição que irá receber o bolsista”, explica Mariana Galiza, do CNPq.
Com o avanço do país, em muitas áreas o Brasil tem condições próprias de formar novos pesquisadores com a mesma excelência do exterior. O CNPq, por exemplo, manteve, na década de 80, mais de 7 mil bolsistas por ano no exterior. Hoje, esse número não passa de 500.